Constrangido, agora, Lewandowski recusa
gratificação
Publicado em 11/06/2016 -
01:01 Vicente NunesSem categoria
Diante da repercussão extremamente negativa da gratificação que os
ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) receberiam para compensar o veto,
pelo presidente interino, Michel Temer, do aumento de mais de 16% nos salários,
agora, o presidente da maior Corte do país, Ricardo Lewandowski diz que não
concorda com o benefício acertado com o Planalto e os ministros da Fazenda,
Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo de Oliveira.Segundo Lewandowski, o
mais importante neste momento é preservar o reajuste de todos os funcionários
do Judiciário, que terá repercussão sobre as contas públicas ao longo de quatro
anos. No total, incluindo todas as categorias que já tiveram aumentos de
salários aprovados pela Câmara dos Deputados e aquelas que ainda serão
contempladas, a correção da folha do funcionalismo custará quase R$ 100 bilhões
até 2019. Neste ano, os gastos com os servidores passarão de R$ 250 bilhões.Há
muitas críticas de economistas contra o reajuste de salários dos servidores.
Para o economista Marcos Lisboa, presidente da escola de negócios Insper, é “inadmissível”
falar em aumentos de salários para uma categoria que tem estabilidade no
emprego quando 11,4 milhões de trabalhadores da iniciativa privada estão
desempregados. “Esses aumentos serão bancados pela elevação de impostos, como a
CPMF”, diz.