12/06/2016
11h26 - Atualizado em 12/06/2016 13h52
Ataque em boate gay em Orlando deixou 50 mortos, diz polícia
É o pior caso de tiroteio em massa da história dos
EUA, dizem agências.
O agressor, não identificado oficialmente, foi morto pela polícia.
O agressor, não identificado oficialmente, foi morto pela polícia.
Do G1, em São Paulo
Autoridades de Orlando afirmaram na manhã deste
domingo (12) que 50 pessoas morreram e outras 53 ficaram feridas no ataque a uma boate voltada ao público LGBT em
Orlando, na Flórida.
O número de mortos faz do ataque o mais fatal decorrente de
tiroteio em massa na história dos Estados Unidos, depois do massacre de 2007 na universidade Virginia Tech,
que deixou 32 mortos, segundo a Reuters.
Ao lado de representantes da polícia local, do FBI,
de médicos e de um líder muçulmano, o prefeito da cidade, Buddy Dayer, lamentou
dar a notícia de que o número de mortos dentro da casa noturna Pulse é maior
que o estimado anteriormente. "Há sangue por todo lado", disse o
prefeito.
“Depois que verificamos que não havia mais
explosivos, conseguimos entrar e ver que o número de mortos era muito maior do
que o que pensávamos”, explicou o chefe de polícia, John Mina.
O agressor também morreu durante a troca de tiros
com a polícia. O Itamaraty afirmou que, por enquanto, não há registro de brasileiros
entre as vítimas.
A polícia tenta agora identificar os corpos para
avisar os parentes. Hospitais locais, que ativaram um plano de emergência,
afirmam que algumas vítimas estão em estado crítico.
Possível
terrorismo
O caso é investigado pelo FBI como um possível ataque terrorista doméstico, considerando que o suspeito poderia ter "inclinação" pelo terrorismo islâmico, segundo os agentes federais.
O caso é investigado pelo FBI como um possível ataque terrorista doméstico, considerando que o suspeito poderia ter "inclinação" pelo terrorismo islâmico, segundo os agentes federais.
O governador da Flórida, Rick Scott, disse, pelo
número de vítimas, o ataque é "claramente um ato de terror". A mídia
americana divulgou a identidade do suspeito como Omar Saddiqui Mateen, mas a
polícia ainda não confirmou a informação.
Segundo o senador Alan Grayson, o suspeito é americano, mas sua família
é de fora do país. Uma conta no Twitter de um grupo afiliado ao Estado Islâmico
postou uma foto que seria dele, afirma a Reuters.
"Tivemos uma possível identificação, mas não
conseguimos dizer exatamente quem é o suspeito", afirmou o porta-voz do
FBI durante entrevista coletiva. Uma conta no Twitter de um grupo afiliado ao
Estado Islâmico postou uma foto que seria dele, afirma a Reuters.
Não houve comunicado oficial do Estado Islâmico até
o momento. Não foi possível verificar se a foto é de fato de Mateen. Outras
contas ligadas a militantes islâmicos extremistas também postaram fotos da
mesma pessoa, e apoiadores do Estado Islâmico postaram mensagens comemorando o
ataque.
O presidente da sociedade islâmica local participou
de uma coletiva de imprensa junto a autoridades e disse que se tratou de uma
ação individual, que não está ligada a redes terroristas. Ele elogiou o
trabalho da polícia.
)
Ataque a boate
A policia de Orlando informou que foi chamada por volta das 2h (3h de Brasília) e, quando agentes chegaram à boate, houve troca de tiros do lado de fora e o atirador voltou para dentro e fez reféns por algumas horas.
A policia de Orlando informou que foi chamada por volta das 2h (3h de Brasília) e, quando agentes chegaram à boate, houve troca de tiros do lado de fora e o atirador voltou para dentro e fez reféns por algumas horas.
"Às... 5h nesta manhã, foi tomada a decisão de
resgatar as vítimas mantidas reféns dentro do local. Nossos policiais trocaram
tiros com o suspeito. O suspeito está morto", disse o chefe de polícia de
Orlando, John Mina.
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Para entrar na casa noturna, a polícia realizou uma
"explosão controlada" com ajuda de uma equipe da Swat. Ao menos um
policial ficou ferido no tiroteio com o agressor, mas a ação da polícia salvou
ao menos 30 vidas, disse Mina.
Não ficou claro quando as vítimas dentro do clube
morreram, se foi antes, durante a tomada de reféns ou no confronto entre o
atirador e a polícia.
O suspeito portava um rifle AR-15 e uma arma de
pequeno porte, além de um "dispositivo suspeito" não identificado
nele. O Corpo de Bombeiros deslocou uma equipe de desativação de artefatos
explosivos, indicou o jornal local "Orlando Sentinel".
Segundo caso em
Orlando
O caso ocorre um dia depois da morte da cantora Christina Grimmie, assassinada após fazer um show também em Orlando. Kevin James Loibl, de 27 anos, foi identificado como autor dos disparos. A polícia acredita que os dois casos de violência não estão relacionados.
O caso ocorre um dia depois da morte da cantora Christina Grimmie, assassinada após fazer um show também em Orlando. Kevin James Loibl, de 27 anos, foi identificado como autor dos disparos. A polícia acredita que os dois casos de violência não estão relacionados.
"Por volta das 2h, alguém começou a atirar. As pessoas se jogaram no
chão", contou um dos frequentadores, Ricardo Negron, à Sky News. A
testemunha disse ter ouvido disparos contínuos por quase um minuto, embora
tenha parecido muito mais. "Havia sangue por toda a parte",
disse outra testemunha.
· Javier Antonetti, de 53 anos, disse ao jornal
Orlando Sentinel que estava perto da parte dos fundos da boate quando ouviu
tiros. "Houve tantos (tiros), ao menos 40", disse.
Rosie Feba estava com uma amiga quando os disparos
começaram. "Ela me disse que alguém estava atirando. Todo mundo se jogou
no chão", contou ao jornal "Orlando Sentinel".
"Disse a ela que não acreditava, achei que
fosse parte da música, até que vi fogo saindo da arma."
A boate Pulse, que se apresenta em seu site como
"o bar gay mais quente de Orlando", publicou no Facebook uma última
mensagem urgente: "Todos saiam da Pulse e continuem correndo".
"Assim que tivermos informações, os
atualizaremos. Por favor, tenham todos em suas orações enquanto afrontamos este
trágico evento. Obrigada por seus pensamentos e amor", acrescentou o clube
em outra mensagem nessa rede social.
