TSE pede à PF e Procuradoria investigação
sobre falha em 40 mil votos de 2014
Estadão
Conteúdo
09.06.16 - 21h51
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O Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) enviou à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da
República (PGR) um pedido para investigar falhas nos registros de cerca de 40
mil eleitores durante as eleições de 2014. Os indícios são de que pode ter
havido fraude no momento da votação.
Mais cedo,
o Tribunal havia divulgado que o ministro Gilmar Mendes, presidente da Corte
Eleitoral, iria determinar trocar todos os mesários do País para o pleito de
2016 por causa das irregularidades. A assessoria de corrigiu a informação e as
substituições ocorrerão apenas nas sessões eleitorais em que o problema foi
identificado.
As
irregularidades foram constatadas após um cruzamento preparatório para as
eleições deste ano. Os casos envolvem, por exemplo, frequência em uma mesma
urna de registro de voto associado a eleitor que justificou ausência nas
eleições passadas. O maior número de falhas foi constado em municípios do
interior do Maranhão e da Bahia.
Gilmar
também determinou que as cidades em que os problemas foram mais frequentes
deverão adotar em regime de urgência o sistema biométrico de votação para
prevenir possíveis fraudes nas próximas eleições. Há um caso, que chamou a
atenção da Corte, em que o mesmo erro foi identificado 18 vezes numa mesma
sessão e 15 numa sessão vizinha.
As
investigações deverão identificar agora se houve erro humano ou fraude. O
crime, se comprovado, pode levar à punição do responsável por falsidade
ideológica eleitoral, cuja pena prevista é de 2 a 6 anos de prisão.
De acordo
com a assessoria de imprensa da Corte Eleitoral, apesar das dúvidas, o número
de problemas identificado não tem o efeito de influenciar as eleições, já que
os casos identificados com o cruzamento estão pulverizados em todo o País.
