MORTE SUBITA EM CORRIDAS DE RUA.

Infelizmente tenho que voltar a esse assunto em função de "parecer" estar aumentando os casos de morte súbita nas corridas de rua. Digo "parecer" por conta do aumento extraordinário de adeptos em todo o mundo. Claro, é de se esperar que esses casos também aumentem. O caso em questão aconteceu, na Meia Maratona de João Pessoa, o corpo do empresário foi submetido à necropsia no domingo 16/11 no IML de João Pessoa. A causa da morte foi estabelecida como Cardiomiopatia Hipertrófica Concêntrica e infartos miocárdicos prévios. Refere-se ao espessamento das paredes do coração em detrimento das câmaras cardíacas. "É uma doença genética com prevalência em 0,2% da população" (Maron et al., 2013). O diagnóstico confiável é feito com Ecocardiograma ou Ressonância Magnética que medem a espessura das paredes do ventrículo e o diâmetro da cavidade. Algumas pessoas permanecem assintomáticas e podem morrer num esforço esportivo de longa duração. Cerca de 2/3 dos casos a morte acontece a poucos metros na chegada de uma prova de longa distância como foi o caso da Meia Maratona de João Pessoa. Sempre nesses casos pessoas próximas relatam que era experiente e já participava de outras provas. Isso não dispensa exames cardíacos severos periódicos. Muitas doenças são diagnosticadas em exames de rotina e evitam morte súbita no esporte. Aos corredores (as). Exames médicos de rotina custa menos que celulares, relógio com GPS, tênis de última geração e o que se gasta com inscrição de certas corridas. Faça exames médicos de rotina! A vida é uma corrida que ninguém quer chegar primeiro. Prof. Moraes

Literatura Sugerida: 1) Bazan, Silméia Garcia et al., Cardiomiopatia Hipertrófica. Sociedade Brasileira de Cardiologia 2020. 2) Ghorayeb, Nabil et al. Atualização da Diretriz em Cardiologia de Esporte e do Exercício da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte - 2019.



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