Dois suspeitos de envolvimento com terror fugiram para o Paraguai
Eles teriam entrado no país via Mato Grosso após ficarem sabendo sobre a Operação Hashtag. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, viaja hoje para o país com o diretor da Polícia Federal.
Suspeitos presos na Operação Hashtag foram levados para o MS
Crédito: Ed Ferreira / Brazil Photo Press / Agência O Globo
por Gabriela Echenique, de Brasília
Ontem, a mulher de um dos presos chegou a postar uma foto da decisão judicial nas redes sociais.
Na agenda oficial do ministro da Justiça, no entanto, consta apenas uma negociação para erradicar drogas no Brasil e no Paraguai com o ministro paraguaio da Secretaria Antidrogas.
Os outros dez envolvidos no caso, que foram presos ontem, foram levados a um presídio de segurança máxima em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. As prisões dos suspeitos foram as primeiras no Brasil com base na lei antiterrorismo, sancionada em março. Essa também foi a primeira vez que autoridades brasileiras prenderam suspeitos de envolvimento com a organização terrorista Estado Islâmico.
De acordo com o Ministério da Justiça, parte dos investigados na operação fez um juramento virtual aos terroristas. Esse "batismo" foi registrado em uma gravação obtida pelo ministério. Por outro lado, as investigações apontam que os suspeitos não tiveram contato com membros do Estado Islâmico.
Ontem, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, classificou o grupo de presos como "uma célula amadora, sem nenhum preparo". Os dez suspeitos foram presos em São Paulo, Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Ceará e Paraíba.