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O Brasil goleou o Haiti por 7 a 1 na noite da última quarta-feira (8)
pela segunda rodada do Grupo B da Copa América Centenário e agora necessita
apenas de um empate para se classificar. Salvo raras exceções, porém, o
brasileiro não se importa com o que acontecerá com a seleção de Dunga.Segundo
levantamento realizado pelo instituto PróPesquisa no último mês de maio em todo
o Estado de São Paulo, 91% das mil pessoas entrevistadas pouco ou nada se
importam com a Seleção Brasileira.“É um conjunto de fatores. Em primeiro lugar,
não houve a reforma que todo mundo esperava, que a mídia cobrava a partir do
fiasco na Copa do Mundo. Um ex-dirigente (José Maria Marin) está preso nos
Estados Unidos e o atual (Marco Polo Del Nero) não pode sair do país, é o único
dos envolvidos nos escândalos que ainda continua presidindo uma federação. Não
houve renovação alguma, nem fora nem dentro do campo. Dunga não empolga, nunca
foi o preferido, como pesquisas anteriores demostraram”, afirmou Rodrigo
Queiroz, diretor do PróPesquisa, ao explicar os motivos da forte rejeição.“Hoje
nós vemos o quanto a Europa evoluiu, seja no jogo, nos estádios, na organização
dos campeonatos. Basta comparar a Eurocopa que vai se iniciar e essa Copa
América que inventaram aí A atratividade é completamente distinta. Não há como
negar que o campeonato das seleções europeias vai despertar um interesse
maior”, acrescentou.“Um ponto que acho interessante, em relação aos mais novos,
é que não é apenas a ausência de um título. Eu nasci em 1970. Só fui ver a
Seleção campeã com 24 anos de idade. Mas antes disso, a Seleção, ganhando ou
não, era algo que impunha respeito. Sabíamos o que poderíamos esperar dela.
Agora, o que vejo, é que não podemos esperar muito dela. Especular se teremos
ou não bons resultados nas eliminatórias era algo impensável antes. Agora
questionamos tudo”, finalizou.
