Crise econômica começa a perder fôlego, diz Ipea
27 de junho de 2016
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Levatamento divulgado hoje (27) pelo Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) diz que a crise econômica que atinge o país
começa a perder fôlego. Apesar disso, ainda há um longo caminho para a recuperação
do país, de acordo com o coordenador do Grupo de Conjuntura do Ipea, José
Ronaldo Souza Júnior. Os dados constam na Carta de Conjuntura, que avalia dados
econômicos divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
Segundo o Ipea, os sinais de que a crise está
perdendo fôlego podem ser percebidos principalmente na indústria nacional. Além
disso, a desvalorização do real ante o dólar, de acordo com o Ipea, beneficia o
setor exportador brasileiro, principalmente nos segmentos têxtil, madeireiro e
de calçados.
Além de aumentar a competitividade brasileira no
setor externo, a desvalorização do real também está estimulando a substituição
de importação na produção de alguns bens intermediários, ou seja, nos insumos
usados pelo setor produtivo.
Por outro lado, no entanto, a moeda nacional
desvalorizada torna a importação de máquinas e equipamentos mais cara,
prejudicando investimentos no setor produtivo.
Diferentemente da indústria, os setores de serviços
e comércio ainda estão em retração. “Os serviços tendem a levar um tempo maior
para se recuperar porque depende muito da renda dos consumidores e essa renda
vai demorar a se recuperar por conta da questão do emprego”, disse Souza
Júnior.
A renda e o aumento de desemprego têm prejudicado a
recuperação da demanda doméstica por bens e serviços. “A gente vê um longo
caminho [para a recuperação da economia], porque a gente olha para os
indicadores de confiança, principalmente dos consumidores, e vê que eles ainda
estão muito pessimistas”, afirmou o pesquisador.
Vitor
Abdala, da Agência Brasil
Foto: Rafael Neddermeyer
Foto: Rafael Neddermeyer
