BRASIL
DIZ QUE GOLPE É SÓ LOROTA DE DILMA, APONTA PESQUISA QUE IMPRESSIONOU TEMER
Pesquisa indica que maioria dos brasileiros não
acredita que há golpe no Brasil.
Nesta quinta-feira, 16, mais um dia de grandes revelações na política,
uma pesquisa eleitoral feita pelo 'Instituto Paraná Pesquisas' quase passou
desapercebida por muitas pessoas. Realizada em 24 estados do país, a pesquisa
aponta que a maioria dos brasileiros não concorda ou acredita que existe um
'Golpe Parlamentar' no país. 67% dos que responderam às perguntas do 'Instituto
Paraná Pesquisa' dizem que o golpe é uma 'lorota', não existe. Pelo jeito o
marketing da presidente afastada Dilma Rousseff e
do Partido dos Trabalhadores (PT) não está funcionando.
Os números surpreenderam até a equipe do presidente em exercício Michel
Temer, do PMDB. Isso porque ele está há pouco mais de um mês no
governo. Pesquisas feitas no meio de crises ou em inícios de novos rumos
costumam trazer uma rejeição maior ao novo, o que parece não ter ocorrido sobre
a mudança na presidência. Apesar disso, nenhum político, nem mesmo Temer, foram
bem avaliados. O que demonstra uma grande descrença da população com o que
ocorre no país.
Apenas 29% dos brasileiros concordam que há algo estranho no território
nacional. Para eles, Michel Temer inventou crimes contra Dilma só para chegar
ao poder. Outros 4% ficaram em dúvidas sobre como responder. Com o tempo, a
tendência é que o grupo que não acredita no 'golpe' possa aumentar. Isso porque
o processo contra Rousseff está sendo bem longo, o que demonstra uma real preocupação
para que haja defesa, diferente do discurso que Dilma tem feito.
Sobre outros assuntos os brasileiros mostram-se completamente
indiferentes. 45% acreditam que Temer fará a economia ficar tão ruim quanto
está. Outros 33% estão mais esperançosos e preveem melhoras, enquanto outros
19% dizem que tudo vai piorar. Inflação, desemprego, falta de segurança e saúde
são os maiores problemas apontados pelos entrevistados.
A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 14 de junho, envolvendo mais
de 19 mil pessoas na maioria dos estados. Outros números mostram que não há um
favorito na corrida eleitoral.
